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Sebrae busca novos participantes para projeto de empreendedorismo

A parceria entre o Sebrae, o BID e a ABD, voltada à implantação de um projeto empreendedor com foco nos trabalhadores brasileiros no Japão, completou mais uma etapa com a realização do 3º Congresso Brasileiro sobre o Movimento Dekassegui.

Sebrae busca novos participantes para projeto de empreendedorismo

Congresso no Pará reuniu diversos palestrantes, como o psiquiatra Içami Tiba e ex-dekasseguis. Foto: Fábio Pina.

A parceria entre o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e a Associação Brasileira de Dekassegui (ABD), voltada à implantação de um projeto empreendedor com foco nos trabalhadores brasileiros no Japão, completou  mais uma etapa com a realização do 3º Congresso Brasileiro sobre o Movimento Dekassegui, que ocorreu entre os dias 5 e 7 de setembro, em Belém (PA).
 
O objetivo do evento, realizado anteriormente no Paraná e Mato Grosso do Sul, é criar um espaço de debate, onde são apresentados os resultados da iniciativa, a importância do investimento em um negócio planejado, casos de sucesso e oportunidades para quem pretende se tornar um empreendedor.
 
Cerca de 313 mil brasileiros trabalham atualmente no arquipélago e são responsáveis pelo envio de aproximadamente US$ 2,5 bilhões ao País por ano. Apesar dos números expressivos, o Sebrae tem de superar um grande desafio para alcançar resultados com o projeto: chegar aos dekasseguis. “A comunidade não trata abertamente seus problemas e não costuma pedir ajuda. Só que quem tem dinheiro no bolso e não tem uma idéia, tem um cunhado  cheio de sugestões brilhantes e sem nenhum conhecimento do assunto”, brinca o coordenador do Projeto Dekassegui Empreendedor no Pará, Daniel Berg.
 
Suporte à distância – As orientações para quem procura a consultoria já começam antes do embarque. “Damos algumas sugestões, como a de que a pessoa estude o idioma. Quem consegue se comunicar pode ter um cargo melhor, ganhar mais e, com isso, voltar mais rápido”, explica Berg.  

Há também o atendimento aos que já estão no Japão, com canal para perguntas e cursos à distância. Quem já retornou ao País, o projeto oferece aos interessados a oportunidade de conhecer a realidade empresarial brasileira e, dessa forma, decidirem se possuem o perfil de um empreendedor e se pretendem investir no negócio próprio. Além do atendimento, os dekasseguis também podem encontrar no site casos de investidores que obtiveram sucesso e terem acesso a uma biblioteca com publicações sobre o mercado em diversas áreas. As informações estão disponíveis no http://www.dekassegui.sebrae.com.br.
 
Estratégias - O contrato assinado entre o Sebrae, o BID e a ABD encerra em 2009. Não há nada definido sobre o futuro do projeto com o fim da parceria, mas os estados envolvidos (Mato Grosso do Sul, Paraná, Pará e São Paulo) já sinalizam que pretendem seguir com a iniciativa. “Já temos algumas estratégias, mas não queremos divulgar para não criar expectativas”, adianta Berg. 

Ourinhos, interior de São Paulo, foi uma das cidades que saiu na frente e resolveu não depender apenas das ações do Sebrae do Estado. Recentemente, junto à  Secretaria de Desenvolvimento Econômico, comandada por Luis Augusto Nogueira Perino, foi implantado um centro de atendimento aos dekasseguis. “Queremos ser a porta de entrada para os dekasseguis para depois articular com o Sebrae. Já temos procura e consultas marcadas. A própria divulgação da idéia vai ampliando a demanda”, afirma o prefeito da cidade, Toshio Misato. 

Também participaram do congresso os coordenadores do projeto Dekassegui  Empreendedor Jorge Tadeu de Barros Veneza (MS) e Marcos Aurélio Gonçalves (PA); o psiquiatra Içami Tiba; a cineastra Tizuka Yamasaki; o presidente do Centro de Informação e Apoio ao Trabalhador no Exterior (Ciat), Massato Ninomya; a presidente da ABD, Maria Helena Uyeda e o cantor Joe Hirata, entre outros palestrantes.


‘Agora estamos mais satisfeitos porque São Paulo entrou pesado’, diz coordenador
Até o último mês de junho, o Projeto Dekassegui havia realizado, à distância, 909 consultas e 1.679 capacitações de ensino. O site acumulava quase 41 mil visitas. Apesar de estar focado em Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná e São Paulo, a iniciativa do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) não se restringe apenas aos quatro Estados brasileiros. 

Para o coordenador nacional do Projeto Dekassegui Empreendedor, Silmar Pereira Rodrigues, não existe grande diferença de perfil entre os dekasseguis de cada região e a maior variação é em relação à economia e oportunidades que as cidades podem oferecer. A dica é sempre procurar por um ramo que a pessoa já tenha alguma experiência. “Seja qual for o setor que o dekassegui queira empreender, os princípios e o comportamento são os mesmos. É preciso ter persistência, comprometimento e rede de contatos”, acrescenta.
Rodrigues diz estar satisfeito com o resultados apresentados nos quatro estados, mas não nega que espera por mais. O Paraná é o que está há mais tempo envolvido com a questão dekassegui. Já São Paulo, foi o último a aderir ao contrato. “O primeiro resultado concreto foi o centro de atendimento implantado em Ourinhos. Agora estamos mais satisfeitos porque São Paulo entrou pesado”.

Jornal Nippak - Silmar Rodrigues
Silmar Pereira Rodrigues

Formato da próxima edição do congresso começa a ser analisado
O quarto Congresso Brasileiro sobre o Movimento Dekassegui, promovido pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), terá a cidade com o maior número de nikkeis como cenário. Em 2008, ano da comemoração do centenário da imigração japonesa no Brasil, a capital paulista estará incumbida de realizar mais uma edição do evento, que deverá seguir uma formatação diferenciada.

Coordenador do Projeto Dekassegui Empreendedor em São Paulo, Milton Fumio Bando tem estudado algumas possibilidades para organizar o congresso, mas adianta que além da Capital, cidades do interior do Estado também serão sedes de encontros e palestras. “O evento em São Paulo terá quatro painéis, que irão abordar questões da ida ao Japão; a situação dos dekasseguis lá, como violência e escolas; a volta e o processo de ressocialização e também discutir como serão as próximas duas décadas, já que o movimento dekassegui está para completar 20 anos”.
Fumio também quer aproveitar o evento para realizar um cadastramento pelo qual pretende identificar a comunidade nikkei. “Precisamos atuar em sintonia com as entidades locais”, explica o coordenador, acrescentando que existem 32 escritórios do Sebrae em São Paulo e mais 130 postos de atendimento ao empreendedor.

Jornal Nippak - Milton Fumio Bando
Fumio: projeto para 2008
 
Fonte: Jornal Nippak (Ano 10 - Nº 2368 / 2130 - São Paulo)
           Luciana Kulba, enviada ao Pará
a convite do Sebrae/PA
       http://www.jornalnippak.com.br
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