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Projeto Dekassegui tem resultados positivos no Pará

Ao longo dos anos de 2006 e 2007, o projeto vem conseguindo realizar cursos, palestras, consultorias, atendimentos e inclusive promover missões às cidades japonesas que concentram maior número de paraenses.

Os coordenadores do Projeto Dekassegui Empreendedor no Pará, Daniel Berg e Kazushige Matsumoto, explicam que a primeira etapa do Projeto, logo que foi implantado, foi vencer a resistência do Dekassegui a compartilhar seu projeto de vida com instituições, como o Sebrae. Quebrar preconceito e conquistar a confiança deles. “A própria palavra dekassegui tem um tom pejorativo lá no Japão, pois significa ‘fracassado’. Então, o primeiro passo foi levantar a auto-estima de cada um deles”, explica Kazushige.
Diario do Para - Kazushige Matsumoto.JPG

 

Ao longo dos anos de 2006 e 2007, o projeto vem conseguindo realizar cursos, palestras, consultorias, atendimentos e inclusive promover missões às cidades japonesas que concentram maior número de paraenses. “O que falta ao Dekassegui na hora de montar um negócio é a orientação técnica necessária. Problema que já está sendo solucionado pelo Sebrae, junto com os parceiros do Projeto”, esclarece Berg. Diario do Para - Daniel Berg.JPG


O objetivo do Projeto Dekassegui Empreendedor é, até 2009, atender e capacitar mais de 10 mil Dekasseguis e incentivar a abertura, de pelo menos, mil novas empresas por Dekasseguis em todo o Brasil. Atualmente há cerca de três mil paraenses descendentes de japoneses e cônjuges que vivem hoje no Japão. A maioria deles quer voltar à terra natal com o firme propósito de montar o próprio negócio com as economias feitas. No entanto, as estatísticas não são muito animadoras: cerca de 60% dos investimentos feitos no Brasil pelos Dekasseguis acabam fracassando. 

Foi o que aconteceu com o paraense, Antônio Farias, que hoje conta com emoção como tornou sua experiência na terra do sol nascente um case de sucesso, mas no início perdeu o investimento de dois longos anos de trabalho e precisou trabalhar mais seis anos para investir em um novo negócio, desta vez, administrado por ele. Para alcançar seus objetivos, Antônio buscou ajuda no Sebrae, fez alguns cursos e hoje comemora bons resultados.

Fonte:
Diário do Pará
09/09/2007
Organização: