Belém sedia III Congresso do Movimento Dekassegui
Com o tema “Amazônia: terra de oportunidades” o evento criou um espaço de debate sobre o fenômeno Dekassegui.
Nos dias 5, 6 e 7, no Hangar – Centro de Convenções e Feiras da
Amazônia, realizou-se o III Congresso Brasileiro sobre o Movimento
Dekassegui. Com o tema “Amazônia: terra de oportunidades” o evento
criou um espaço de debate sobre o fenômeno Dekassegui. A palavra
dekassegui significa trabalhador que sai temporariamente de sua terra
natal para trabalhar em outras regiões, mas alimenta o desejo de voltar
para o seu local de origem.
Para o superintendente em exercício do Sebrae do Pará, Vilson Schuber,
além de discutir alternativas de como investir e aproveitar as
oportunidades deste fluxo migratório de trabalhadores para o Japão, o
Congresso é uma excelente oportunidade para todos os interessados
conhecerem melhor os mais diversos aspectos do Movimento Dekassegui.
Schuber explicou que, a cada ano, os dekasseguis paraenses enviam cerca
de 25 milhões de dólares para o estado Pará em remessas. “E esse
dinheiro vem sendo aplicado em novos negócios no estado”. O evento
reúne representantes do Pará, São-Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul e
ainda do próprio Japão, em ações junto aos descendentes dos japoneses
paraenses. Esses estados concentram o maior número de descendentes de
japoneses.
O Projeto Dekassegui Empreendedor é desenvolvido nesses quatro estados,
a partir de uma parceria entre o Sebrae, BID e a Associação Brasileira
de Dekasseguis (ABD) com o objetivo de desenvolver a capacidade
empreendedora dos brasileiros descendentes de japoneses, além de
proporcionar apoio educacional, técnico e gerencial na implantação de
negócios por este público no Brasil. “A orientação inicia ainda no
Japão com cursos, treinamentos para que quando ele voltar ao Brasil já
esteja preparado para montar o próprio negócio”, explica Schuber.
O presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae, Fernando Yamada,
esclareceu que o Dekassegui já é um empreendedor a partir do momento
que ele deixa a sua terra natal e vai para o outro lado do mundo em
busca de uma vida melhor. Descendente de japoneses, o empresário diz
que o dekassegui precisa, no entanto, conhecer o negócio em que está
investindo seu dinheiro. “Não basta ter a competência, não ter o
recurso. Eles têm de ter conhecimento da legislação e regras que regem
o mercado empresarial brasileiro, que são diferentes da realidade do
Japão”, explica.
Fernando Yamada enfatizou ainda a importância de o Governo apoiar o
Dekassegui, pois se ele não tiver oportunidades na sua terra natal,
fatalmente, acabará levando seu investimento para outro estado ou até
decidir por permanecer no Japão. “A grande vantagem é que eles ainda
preferem voltar para a terra natal”, destaca. Na abertura do evento o
destaque foi para a palestra do médico psiquiatra e renomado escritor
Içami Tiba. O tema de sua palestra foi desafios para o futuro. O
Congresso também trouxe à Belém a cineasta Tizuka Yamazaki, que traz na
sua trajetória de vida, um case de
sucesso.



Fonte:
Diário do Pará
09/09/2007